segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nãoconsigoparardepensaremcoisas

Não devia ter bebido aqueles dois cafés. As insónias desesperam-me...
Vou para a cama pensar numa solução para o aquecimento global, para a fome em África e, quem sabe, uma cura para a Sida. E no que vou vestir amanhã.

Estou preocupada

Conheço dois tipos de pessoas: as que não querem casar e as que sempre quiseram e sempre vão querer. O facto de toda a gente se incluir numa destas categorias, procupa-me. É uma preocupação egoísta, confesso. É porque eu... não sei. Às vezes acho que sim, outras que não. Nunca especialmente convicta em nenhuma das duas. Tanto me faz. Ninguém "tanto lhe faz" casar.
Odeio responder "não sei" às perguntas. Estou sempre a responder "não sei" às perguntas.

domingo, 5 de julho de 2009

Não foi só porque morreu

Eram 22h15 e a auto-estrada tinha mais trânsito do que esperava. A M80 dava um especial Michael Jackson. Impossível não gostar.

Bem sei que há o CSI e isso

Há os famosos e o desporto. E logo, logo a seguir há o jornalismo de crime. Hoje foram baleados dois polícias na Amadora e eu confirmei as minhas suspeitas. Detesto o terceiro quase tanto como os dois primeiros.

Nollywood

Hoje descobri que a indústria cinematográfica da Nigéria é a segunda maior do planeta. A ainda dizem que os jornais não ensinam nada.

sábado, 4 de julho de 2009

Funerais

Nos velórios e funerais toda a gente desespera por ter uma tarefa, já repararam? Aquele silêncio, as lágrimas, o morto ali desconfortavelmente no meio, as lembranças, as pessoas de preto. É tudo demasiado insuportável e especialmente incómodo. Então as pessoas dedicam-se às pequenas tarefas, quase que lutam por elas. Ir buscar lenços, comprar qualquer coisa para comer (as vezes que foram necessárias, para quantas pessoas for preciso), ir buscar mais uma cadeira, trazer um casaco. É bom ter à mão uma maquininha estragada também, de prefêrencia de outra pessoa. A haste de uns óculos que saiu de sítio, um telemóvel que não recebe mensagens. Tudo para sermos úteis.
E quando essa possibilidade escasseia, fala-se aprofundadamente de coisas insignificantes. Como o trânsito que se encontrou até chegar à casa funerária, das novas obras na estrada que complicam mais os acessos, dos autocarros que são uma vergonha e nunca chegam a horas. Até dos próprios serviços funerários.
Nos funerais ansiamos por coisas que nos distraiam do morto. E principalmente dos enlutados. Porque a dor deles torna-nos impotentes. E porque muitos, como eu, não sabem lidar com isso. Não conseguem dizer "os meus sentimentos" e não choram em público.
Sempre que vou a um velório acho que sou uma pessoa insensível.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Diz que foi ele que se demitiu...



Ora bem,

Por um lado temos um ministro idiota, que acha que isto é a Venezuela e passa por cima dos limites da decência. Isto é um facto. Mas também é certo que já foi feita muita merda - é que é mesmo assim - e ninguém achou que se devia demitir. A ministra da educação teve 100 mil pessoas na rua a protestar e não achou que se devia demitir, mas Manuel Pinho faz uns cornos a um deputado e ai escândalo, Portugal não pode viver com isto.

Eu cá achava que os ministros deviam ser penalizados pelas asneiras governativas. As parvoíces servem apenas para lhes perdermos o respeito.... digo eu. Aliás, Alberto João Jardim ainda lá está na Madeira e digamos que as acções e o vocabulário do senhor correspondem a 1321665 cornos de Manuel Pinho.

Quando questionado, logo após o incidente Pinho disse ter condições para se manter no governo. Meia hora depois Sócrates anuncia que se demitiu. Está-se bem a ver de quem foi a iniciativa...

Ou seja, importa parecer e não ser.