sábado, 17 de julho de 2010

Viva a Sertã!

E o maravilhoso mundo do trabalho de pesquisa haha

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A grande tortura de desgravar entrevistas...

... é ouvir as coisas ridículas que eu digo. Porque é que não fico caladinha?

Conclusão

Eu antes não comia bacon.
Já não aguento mais fazer tanto refresh ao email.

Já inventavam umas maquininhas que façam isto, não?

Estou há horas a transcrever entrevistas. Não só transcrever mas também traduzir. E digo-vos, é desesperante. Cada resposta vem com mil expressões idiomáticas e alusões culturais. Isto é uma trabalheira. Como traduzir, por exemplo, "rabo de palha"?

Os caracóis

Para todos os que fazem cara de nojinho quando falo em comer (nhaaaam!) caracóis:

"(...) por vezes cometem-se injustiças - e eu estou particularmente atento ao facto de, na natureza, haver filhos e enteados. É uma observação que faço amiúde na qualidade de amante da natureza mas, principalmente, na de apreciador de caracóis. Muitas vezes estou a desfrutar de um pires de caracóis e percebo o olhar de repugnância que alguém me dirige. E, quase sempre, não tem a ver com o barulho repenicado que faço a tirar o bicho da casca, mas simplesmente com o facto de eu estar a comer caracóis. O mais interessante é que, na esmagadora maioria dos casos, quem me censura por comer caracóis bebe leite e come ovos. O leite, recordo, é uma gosma produzida no interior de uma vaca, e os ovos são - não há como negá-lo - a menstruação da galinha. É impressionante a hipocrisia destes moralistas da nutrição. "

Ricardo Araújo Pereira, in Visão

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Graduation

Hoje passei pelos jardins da Universidade e vi-os. Os do ano passado. Vestidinhos a rigor, com o chapéu e a túnica, tal qual nos filmes. Ali a posar para as fotos com flores e monumentos e tudo a que se tem direito nestas alturas.
Ui, aquilo bateu. Serei eu daqui a um ano, a regressar, a rever amigos com quem vivi dias tão intensos. A abraçá-los novamente, sim. A falar inglês. A matar saudades.
Gostava de dar uma espreitadela a esse dia. Já sei que não se deve, mas era só mesmo um piscar de olhos. Rapidinho. Será que cortei o cabelo ou deixei crescer? De onde veio o meu avião? Sim, um ano depois, onde estarei?
Falta pouco mais de um mês para deixar esta cidade que já é minha. E não sei de nada. Não sei em que país vou viver, que trabalho vou ter. Isso preocupa-me. E ao mesmo tempo é bom... está tudo em aberto. Quem sabe não volto à rotina dos autocarros e dos comboios em Portugal? Sim, mas porque não Bruxelas e o parlamento europeu? Porque não (suspiro) Londres?
Pouco mais de um mês. Já devia ter avião marcado para algum lado, isso sim. Mas não. Não há nada a fazer, só esperar. E enviar CVs.
Pois, e isso da tese. Pois.