A jornalista do Público Sofia Lorena ganhou o Prémio Gazeta com a série de reportagens que o jornal fez o ano passado no Iraque. Eu li alguns destes artigos e lembro-me de ter gostado muitíssimo. A fotografia é do Nuno Ferreira Santos, com quem já não falo há mais de 1 ano mas considero um amigo.
Muito do que a Sofia Lorena faz é o que eu gostaria de fazer. Fico feliz por ver que histórias de internacional ainda ganham prémios - e este é o prémio jornalistico mais importante a nível nacional.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Blue Valentine
Hoje lembrei-me deste filme que vi há uns meses. Gostei muito mas achei-o também extremamente triste. Muito realista, dolorosamente realista. Uma história de amor da vida real, dos casamentos reais, da merda da vida real.
Se ainda não viram, vejam. Mas não digam que não avisei.
Se ainda não viram, vejam. Mas não digam que não avisei.
Sudão
E pronto, a viagem ao Sudão começa a dar frutos. O Street News Service publicou uma série de artigos sobre o assunto, mas podem também encontrá-los no Sunday Times, no Sunday Herald, no Daily Record, na BBC, na Al Jazeera, no Scottsman, no Observer - ah, sim, e na RTP!
Aconselho vivamente. Nem sequer sei expressar o quanto aconselho que leiam estes artigos, que vejam estas fotos, que conheçam estas pessoas e as suas histórias. A Sabia e o Razigi (em português aqui) foram as duas histórias que me trouxeram lágrimas aos olhos, mas depois a Yoama traz algum optimismo. E os irmãos James and Peter também.
Se quiserem ler um artigo de opinião escrito pela Danielle Batist, que passou duas semanas no Sudão do Sul - é só clicar aqui.
Fingers crossed para a mais jovm nação do mundo.
Aconselho vivamente. Nem sequer sei expressar o quanto aconselho que leiam estes artigos, que vejam estas fotos, que conheçam estas pessoas e as suas histórias. A Sabia e o Razigi (em português aqui) foram as duas histórias que me trouxeram lágrimas aos olhos, mas depois a Yoama traz algum optimismo. E os irmãos James and Peter também.
Se quiserem ler um artigo de opinião escrito pela Danielle Batist, que passou duas semanas no Sudão do Sul - é só clicar aqui.
Fingers crossed para a mais jovm nação do mundo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
I heart Edinburgh
Passei o fim de semana em Edimburgo. Disse a mim própria que tiraria muitas fotografias para postar aqui. Mas o fim de semana foi tão bom, tão bom, tão bom, que nem me lembrei da máquina fotográfica. A única coisa que conseguia dizer era "ahhh, tão bonito!!".
Dois dias de perfeito "recarregar das energias". Sou outra :)
Dois dias de perfeito "recarregar das energias". Sou outra :)
sábado, 2 de julho de 2011
Bárbara Reis
Eu não gosto da Bárbara Reis - é preciso começar por o dizer. Quando estive no Público achei-a uma pessoa extremamente desagradável, antipática, arrogante. O que foi um choque para mim pois sempre fui fã do P2 - secção que ela editava - e adorava ler as crónicas dela. Mais tarde, quando ela assumiu a direcção do jornal achei aquele primeiro editorial um escândalo. Não gostei de muitas das suas opções e parece-me claro que conseguiu alienar muitos excelentes profissionais que lá trabalham/ trabalhavam.
E no entanto...
Hás coisas que me intrigam. Ando a ouvir o Pessoal e Transmissível (TSF, Carlos Vaz Marques, provavelmente o melhor jornalista radiofónico português) e encontrei uma entrevista com a Bárbara na altura em que assumiu a direcção do Público. A entrevista é de Novembro de 2009. Fui ouvir, claro, curiosa. E esta pessoa, que simpaticamente foi respondendo às perguntas sobre o presente o passado, deixou-me encantada.
Volto a dizer, eu não gosto mesmo da Bárbara Reis. Acho-a prepotente. Mas nesta entrevista - e aos jornalistas que me lêem, aconselho vivamente - ela é aquilo que eu gostava de ser: interessante, conhecedora, apaixonada pelo que faz, cativante. Conta histórias de dar inveja. Conta de uma carreira à qual tiro o chapéu. Da Somália, a Timor, passando por Nova Iorque e pelas Nações Unidas.
Eu confusa ouvia pela segunda vez esta história, que nos dias de hoje parece retirada de contos de fadas (salvo seja): Aos 21 ou 22 anos (não se recorda ao certo) enfureceu-se ao ver que todos os dias o jornal publicava uma breve sobre as crianças que diariamente morriam à fome na Somália. Irritada - quantas vezes não partilhei desta opinião ao ler os jornais - disse "ou não noticiamos isto de todo, ou fazemos algo de jeito!". O director da altura ia a passar e ouviu a conversa. Disse-lhe "tens toda a razão. Vai para a Somália!". E ela foi, durante um mês.
Aos 25 anos foi convidada para ser sub-editora da secção onde trabalhava. Recusou porque queria sair do país - só não sabia bem como. Uns tempos depois convidaram-na para ser correspondente do Público em Nova Iorque. "Claro, vou amanhã, se for preciso”. “Não queres pensar primeiro, perguntar ao teu pai, ao teu namorado?”, “Não preciso de perguntar a ninguém, quero é ir!”. E foi. Cinco anos.
Mais tarde acabou por trabalhar no departamento de comunicação das Nações Unidas - e nesta entrevista fala dessa coisa de "estar do outro lado", da qual não gostou especialmente. Fala de Timor. Fala do que foi reportar sobre Timor.
E fala sobre o Público, dos seus projectos, das suas obcessões. Fala - música para os meus ouvidos - de captar nichos, de saber para quem se escreve, e de parvoeira que é essa coisa do escrever tudo muito curtinho porque as pessoas "cansam-se". Porque se eu quiser apenas saber o que está a acontecer, eu leio na internet. Se eu quiser saber mais sobre seja o que for, compro o jornal/ revista.
Há quase dois anos que não moro em Portugal. Deixei de ler o Público, espreito - cá está - o online diariamente. Mas quando vou a Portugal acho-o cada vez mais magro e mais simplista. E culpo sempre a Bárbara Reis (e a crise). Se calhar nem é culpa dela.
E no entanto...
Hás coisas que me intrigam. Ando a ouvir o Pessoal e Transmissível (TSF, Carlos Vaz Marques, provavelmente o melhor jornalista radiofónico português) e encontrei uma entrevista com a Bárbara na altura em que assumiu a direcção do Público. A entrevista é de Novembro de 2009. Fui ouvir, claro, curiosa. E esta pessoa, que simpaticamente foi respondendo às perguntas sobre o presente o passado, deixou-me encantada.
Volto a dizer, eu não gosto mesmo da Bárbara Reis. Acho-a prepotente. Mas nesta entrevista - e aos jornalistas que me lêem, aconselho vivamente - ela é aquilo que eu gostava de ser: interessante, conhecedora, apaixonada pelo que faz, cativante. Conta histórias de dar inveja. Conta de uma carreira à qual tiro o chapéu. Da Somália, a Timor, passando por Nova Iorque e pelas Nações Unidas.
Eu confusa ouvia pela segunda vez esta história, que nos dias de hoje parece retirada de contos de fadas (salvo seja): Aos 21 ou 22 anos (não se recorda ao certo) enfureceu-se ao ver que todos os dias o jornal publicava uma breve sobre as crianças que diariamente morriam à fome na Somália. Irritada - quantas vezes não partilhei desta opinião ao ler os jornais - disse "ou não noticiamos isto de todo, ou fazemos algo de jeito!". O director da altura ia a passar e ouviu a conversa. Disse-lhe "tens toda a razão. Vai para a Somália!". E ela foi, durante um mês.
Aos 25 anos foi convidada para ser sub-editora da secção onde trabalhava. Recusou porque queria sair do país - só não sabia bem como. Uns tempos depois convidaram-na para ser correspondente do Público em Nova Iorque. "Claro, vou amanhã, se for preciso”. “Não queres pensar primeiro, perguntar ao teu pai, ao teu namorado?”, “Não preciso de perguntar a ninguém, quero é ir!”. E foi. Cinco anos.
Mais tarde acabou por trabalhar no departamento de comunicação das Nações Unidas - e nesta entrevista fala dessa coisa de "estar do outro lado", da qual não gostou especialmente. Fala de Timor. Fala do que foi reportar sobre Timor.
E fala sobre o Público, dos seus projectos, das suas obcessões. Fala - música para os meus ouvidos - de captar nichos, de saber para quem se escreve, e de parvoeira que é essa coisa do escrever tudo muito curtinho porque as pessoas "cansam-se". Porque se eu quiser apenas saber o que está a acontecer, eu leio na internet. Se eu quiser saber mais sobre seja o que for, compro o jornal/ revista.
Há quase dois anos que não moro em Portugal. Deixei de ler o Público, espreito - cá está - o online diariamente. Mas quando vou a Portugal acho-o cada vez mais magro e mais simplista. E culpo sempre a Bárbara Reis (e a crise). Se calhar nem é culpa dela.
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